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Influência das drogas na fertilidade

As drogas estão presentes em nossa sociedade há mais de 5 mil anos. O último relatório oficial (UNODC) publicado em 2015 estimou que 246 milhões de pessoas (pouco mais de 5% da população mundial) teria utilizado drogas em 2013. Diante desses números, a comunidade científica tem se dedicado a entender o impacto do uso dessas substâncias na saúde da população. Recentes estudos tem chamado a atenção para o efeito deletério desse consumo no futuro reprodutivo dos usuários.

 

Tabagismo

É fato comprovado que o cigarro pode afetar quase todos os órgãos do nosso corpo, e para a fertilidade, as consequências podem ser desastrosas. Segundo um artigo da revista médica Human Reproduction, mulheres fumantes teriam 42% mais chances de atrasar a concepção em mais de 1 ano quando comparadas às não fumantes. A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva destaca em reproductivefacts.org que as substâncias químicas presentes no cigarro são tóxicas para o material genético (DNA) tanto de óvulos quanto espermatozóides. Essas alterações comprometem tanto a fertilização do óvulo (capacidade do espermatozóide de penetrar o óvulo e desenvolver um embrião) quanto a qualidade do embrião, propiciando uma maior taxa de aborto.

 

As taxas de infertilidade dobram em fumantes e pioram de acordo com a quantidade cigarros por dia.

 

Observa-se em fumantes aceleração da perda de óvulos, com adiantamento da menopausa entre 1 e 4 anos.

 

Nos homens, sabe-se que o tabagismo compromete a qualidade dos espermatozóides seja com diminuição da motilidade ou alterações na morfologia (formato) do espermatozóide, contribuindo para a diminuição da taxa de fertilização.

 

Mesmo em pacientes em tratamento de fertilização o cigarro é negativo, diminui as chances de sucesso em 30%.

 

Álcool

Estudos de base populacional mostram que a utilização ocasional não prejudica as chances de engravidar, entretanto o nível exato de consumo em que o prejuízo se inicia é incerto.

 

A revista Fertility e Sterility publicou em 2005, um estudo comparando utilização moderada de álcool com alcoolismo (170g de álcool diariamente) que evidenciou diminuição da motilidade e quantidade dos espermatozóides além de distúrbios nos hormônios sexuais.

 

Um estudo de Klonoff-Cohen (Human reproduction – 2002) que acompanhou pacientes por 1 ano antes e durante o tratamento de fertilização in vitro observou que o consumo de álcool tanto masculino quanto feminino aumenta os riscos de aborto e diminui as chances de nascimento.

 

Nas mulheres muitos estudos mostram que o consumo de alcool aumenta a probabilidade de infertilidade.

  

Maconha

É erroneamente vista como uma droga relativamente inofensiva. Um estudo britânico com 2000 homens com até 30 anos que reportaram utilizar a droga ao menos 1 vez nos últimos 3 meses mostrou uma chance 2 vezes maior de anormalidades morfológicas no espermatozóide.

 

Outro estudo da Universidade de Buffalo concluiu que os espermatozóides apresentavam dificuldade em penetrar o óvulo.

 

Nas mulheres, é comum observar disfunções ovulatórias.

 

Heroína e cocaína

O impacto do uso dessas drogas na fertilidade é importante, por exemplo, homens usuários podem apresentar disfunção sexual mesmo após interrupção do uso (Journal of Clinical Endocrinology).

 

A heroína também diminui a qualidade dos espermatozóides, principalmente a motilidade.

(imagem – crédito Google images)

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5 Comments

  1. Daniela Dib disse:

    Excelente dicas sobre menopausa, acredito que com seus conselhos a vida ficará mais fácil nesse período que todos nós mulheres enfrentaremos. Obrigada por compartilhar.

  2. Amanda Toledo disse:

    Adorei as dicas sobre menopausa, realmente é uma outra faze nas nsas vidas e podemos viver muito melhor com a menopausa. Obrigada por compartilhar dicas tão úteis.

  3. Adorei seu site. Demorei para encontrar conteúdo de qualidade. Pesquisei muito até encontrar. Obrigado. Fique com Deus.

  4. Susana disse:

    Adorei suas informações. Pesquisei muito antes encontrar esse site. Obrigado

  5. Marina disse:

    Tenho 46 anos, posso engravidar ainda?

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